A importância do ensino mão na massa com ajuda da tecnologia

Bin Feng, cofundador da Microduino e CEO da Microduino nos EUA e Gustavo Chien, Country Manager da operação brasileira.

Elementos como protótipos já começam a entrar da dentro da sala de aula, incentivando os alunos a colocar a “mão na massa”. Uma das empresas que fazem parte do que está sendo chamado de movimento maker é a Microduino – www.microduino.com.br. Fundada em 2013 em Pequim pelos chineses Bin Feng e Tiki Wang no makerspace Beijing, teve seu primeiro produto financiado pela comunidade através do Kickstarter. Hoje possui 5 escritórios em todo o mundo com distribuidores e clientes em 6 continentes e mais de 1 milhão de alunos utilizando seus kits em sala de aula.

A motivação da Microduino, que tem Gustavo Chien como Country Manager e responsável pela operação brasileira desde maio de 2017 com sede em Curitiba, é a busca por novas formas de ensinar e tornar as disciplinas tradicionais mais atrativas para os alunos. Por isso a marca baseia toda sua entrega na metodologia STEAM, que une os conceitos de ciência, tecnologia, artes, engenharia e matemática nos projetos educacionais para provar que a interdisciplinaridade pode ajudar no desenvolvimento do aluno e a robótica tem como ser amigável e acessível a crianças.

E na prática, como tudo isso funciona? Pode parecer complicado, mas esses materiais tornam os conceitos de eletrônica mais próximos das crianças. Os kits do mPie, por exemplo, acompanham 15 projetos que exploram de forma lúdica as funções dos 24 módulos inclusos no kit como montar uma ambulância com som e luz, sendo capaz de mudar a frequência e a cor, uma catapulta capaz de lançar um objeto ao toque de um botão e um jogo de pinball por exemplo.

Olhar especial para as escolas brasileiras

Para Bin Feng, cofundador da Microduino que esteve presente durante a última edição da Bett Educar, “Nós estamos tendo uma maior demanda dos consumidores brasileiros, porque eles estão buscando investir mais na metodologia STEAM”, diz. Com impacto em 8 milhões de jovens em todo o mundo, atualmente a empresa trabalha com em média 15 escolas no Brasil e tem o objetivo de chegar a 500 até o fim do ano. Para além disso, os planos incluem tornar o País seu terceiro mercado em 5 anos, representando de 15% a 20% do faturamento global da empresa.

A Microduino enxergou ainda mais possibilidades de investimento no Brasil quando se deparou com uma mão de obra muitas vezes até melhor qualificada do que em outros países a um custo competitivo. “Foi uma feliz surpresa quando nos deparamos com tantos profissionais de qualidade no Brasil dentro das capacidades que precisamos em tecnologia. Por isso, temos inclusive planos de trazer cada vez mais a parte de desenvolvimento para o Brasil e exportar produtos daqui aos EUA e a própria China”, conta Gustavo.

Um dos vários cases já realizados é do de uma urna eletrônica, feita em parceria com a escola St.Paul’s em 2017. Os alunos criaram e usaram o equipamento em uma aula de história. Os jovens votavam no início do debate em que tipo de forma de governo preferiam e na saída realizavam o mesmo processo. O objetivo era mensurar a opinião dos votantes. Feng aposta que integrar disciplinas ajuda a aumentar a capacidade de aprendizado. “O lado esquerdo do nosso cérebro é muito bom para a lógica, ciência e matemática, enquanto o lado direto tem facilidade com a criatividade, arte e imaginação. Se nós conseguimos trabalhar com essas duas áreas juntas, as crianças aprenderiam melhor”, afirma Feng.

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