MoneyMan usa tecnologia de big data e amplia oferta de crédito a consumidores inexplorados pelos bancos

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FinTech de origem europeia planeja conceder, com segurança, mais de R$ 18 milhões em pequenos empréstimos online até dezembro; o uso de tecnologia intensiva permite traçar o potencial financeiro de nomes negativados em até cinco minutos

Apenas 15 segundos são necessários para o site MoneyMan determinar se uma pessoa do outro lado da internet é quem diz ser. Da mesma forma, em até cinco minutos, é capaz de avaliar seu potencial financeiro, concedendo-lhe crédito de R$ 200 a R$ 3.000, a serem pagos em até doze meses, sem a apresentação de garantias. A facilidade, aliada à agilidade da operação tem levado a empresa a receber, em média, 700 pedidos de crédito todos os dias.

O modelo de negócios por trás desta FinTech europeia, que chegou ao mercado brasileiro em novembro de 2016, baseia-se em dois pilares. De um lado, a prospecção de um imenso mercado desprezado pelos bancos varejistas tradicionais. Ou seja, os cidadãos brasileiros que possuem uma conta bancária, mas que tiveram o seu nome negativado em um prazo recente, ou cujos rendimentos, em boa parte, provêm na economia informal. De outro, ancora-se em decisões de crédito feitas com base em big data, tecnologia que vasculha oceanos de dados dispersos na internet e em outras bases, cruzando informações das economias formal e informal para compor o perfil financeiro de cada cliente em potencial muito mais rico e detalhado.

A ID Finance, a quem pertence o serviço de empréstimo online pelo site do MoneyMan, chegou ao Brasil com a meta de fechar, até dezembro deste ano, 80 mil operações de crédito online que deverão totalizar R$ 18 milhões. Depois de experiências bem sucedidas na Espanha, Rússia, Cazaquistão, Polônia, Georgia e México, a fintech aposta no mercado local, onde Antonio Brito, country manager do MoneyMan, calcula que o potencial de empréstimos online seja de 90 bilhões anuais.

Risco minimizado
Para o executivo, o segredo de seu negócio está em precificar corretamente o risco. “Queremos democratizar o crédito, mas garantindo a segurança ao negócio”, resume. Na visão de Brito, ao contrário do mercado tradicional, onde os bancos simplesmente não emprestam para segmentos considerados de alto risco, o objetivo do MoneyMan é aprimorar a interpretação do perfil do cliente.

Para o executivo, o seu tipo de produto financeiro envolve sempre algum nível de fraude. No entanto, entre os vários recursos usados para minimizá-lo, Brito conta que, desde o início da operação no País, usa os serviços da BigData Corp, empresa líder em big data na América Latina. “Foi o que nos possibilitou dispormos de fontes alternativas de dados para segmentar os consumidores de forma muito mais eficiente, avaliando o risco no detalhe”, resume o executivo. Além de outras ferramentas, o perfil financeiro do cliente é checado em função de seu comportamento na internet. “A BigData Corp tem uma base de dados que gera grande relevância estatística, permitindo uma análise preditiva muito mais eficiente que outros sistemas e minimizando a incidência de fraudes”, garante.

20 milhões de sites monitorados semanalmente
Essa eficiência só é possível ante o volume de dados coletados periodicamente. A BigData Corp monitora os cerca de 20 milhões de sites disponíveis no Brasil usando para isso um “exército” de 10 mil servidores semanalmente. “Com a base de informação de que dispõem, é possível fazer tanto a validação do internauta que está pedindo crédito, para saber se é efetivamente quem ele diz ser, como também levantar os dados que alimentam minha análise de crédito”, resume.

Apesar de toda a tecnologia envolvida, para o usuário final, o sistema é muito simples. Com o sistema da BigData Corp, todos os que pleiteiam um empréstimo são submetidos a um questionário de múltipla escolha de apenas três perguntas. Além de pedir informações sobre dados cadastrais de praxe, como o nome da mãe ou a data de nascimento, o questionário trata de detalhes do comportamento na internet que só a própria pessoa poderia saber. Entre elas, qual o signo da mãe do usuário e qual é o site entre os apresentados do qual é dono. As informações pessoais dos usuários são colhidas automaticamente em sites públicos e abertos na internet e servem de base para o questionário.

Todo o processo é rápido e online, bem diferente de sistemas tradicionais de validação de clientes, os quais lançam mão de telefonemas dados por call centers, e nos quais o consumidor é instado a dar seus dados pessoais a um desconhecido do outro lado da linha telefônica.

Conversão de clientes
Na validação do usuário, tudo é medido. O tempo de resposta às perguntas, o índice de acerto de quem responde e uma série de outros fatores são avaliados, filtrando de forma automática os perfis válidos, separando-os dos “sob suspeita”. “A intenção, desde o início, era que essa validação fosse automatizada”, conta o executivo. “O cliente já vem por meio da internet e faz sentido que sua validação também se dê na internet”, comenta. “Melhor: a rapidez com que sua identidade é checada – ou seja 15 segundos – ajuda na sua conversão”, explica Brito. Segundo ele, se o MoneyMan não possuísse o sistema, sua equipe de validação obrigatoriamente seria, no mínimo, o dobro da atual.

Brito conta que a integração da BigData Corp com os sistemas corporativos do MoneyMan deu-se em apenas 15 dias. Já a configuração dos processos de validação é feita via painel de controle ou online. Para o executivo, o sucesso do seu negócio vai muito além das ferramentas de big data. No entanto, admite, hoje elas são parte essencial da sua eficiência.

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