Automação de operações de TI: a nova revolução do datacenter?

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Por Leandro Lopes

De certa forma, a tecnologia de nuvem e a comoditização dos recursos computacionais vêm contribuindo para a democratização e para maior competitividade das empresas, permitindo que organizações de todos os tamanhos possam operar em alto nível, com plataformas escaláveis e elásticas.

Demonstrando essa tendência crescente de migração para a nuvem, principalmente às clouds privadas, a IDC está prevendo para este ano, um crescimento de 16,6% em infraestrutura para implantação de nuvem privada on-premises. Contudo, a nuvem privada sozinha não é capaz de atender à progressiva demanda de aplicações não planejadas de uma organização. Os desafios das equipes da TI giram em torno de suportar os negócios para que a empresa se torne cada vez mais competitiva e, ao mesmo tempo, realizar os desejos de gestores e usuários com necessidades de aplicações.

Para entregar essa lista de desejos aos gestores e aos usuários, acredito que simplificar o datacenter não basta, é necessário ir além e facilitar a maneira como as aplicações são entregues. Por isso, a compreensão e a adoção do conceito DevOps (metodologia de integração entre desenvolvedores e administradores de sistemas) é importante para fazer o delivery dessas solicitações.

As equipes de Desenvolvimento de Software e de Operação precisam trabalhar juntas a fim de encontrarem processos e ferramentas comuns que ajudem as duas áreas, seguindo o próprio fundamento do DevOps – que foi desenhado para automatizar as fases sequenciais do ciclo de vida de uma aplicação, tais como: construir, testar, implantar, escalar, promover o failover, recuperar etc.

A automação permite às organizações evoluir e elevar a velocidade dos produtos a uma capacidade infinitamente mais rápida do que processos tradicionais de desenvolvimento de software e de gerenciamento da infraestrutura. Dentre os benefícios básicos da automação de processos de TI estão: a eliminação de tarefas repetitivas, diminuição do tempo de resposta, redução de riscos com gestão constante e precisa. Isso sem falar do resultado de uma engenharia baseada em rápido aprendizado.

As equipes que adotaram em suas infraestruturas um modelo DevOps permitiram às empresas entregar ambientes de desenvolvimento completos várias vezes ao dia. A Sirion, uma empresa de gestão de contratos, entrega novos ambientes pelo mundo 5x mais rápido com a solução Calm.io, uma empresa de automação de aplicação e gerenciamento de ciclo de vida que adquirimos no ano passado. Com a automação dos processos, a empresa consegue implantar código confiável e instantaneamente pelo mundo através do ambiente na nuvem hibrida, resultando em zero erros e no consequente tempo de atividade de 99% para as aplicações voltadas aos clientes. Para a Druva, empresa de gestão de informação na nuvem, o Calm.io ajudou a otimizar os esforços de Desenvolvimento/QA, permitindo a implantação do ambiente de produção em KVM, reduzindo o tempo gasto por implantações de 1 dia para 15 minutos.

A adoção do DevOps para a automação de aplicações agrega vantagens a curto e a longo prazo, como ser replicável, auditável, com baixo risco de implementação e rápida interação de ciclos de vida de um produto. Esse tipo de solução é a nova revolução dos datacenters para conquistar redução do tempo de resposta e o apoio às novas demandas relacionadas às aplicações.

Alguns institutos de pesquisa como o Forrester e a IDC, em estudos relacionados a DevOps, mostram claramente que esse movimento vem promovendo revoluções organizacionais globalmente, dando origem a organizações de alto desempenho, que já estão colocando código em produção com agilidade muito maior e com taxas de falhas bem menores em relação ao mercado. Porém, a transformação organizacional começa pela cultura da empresa e as lideranças devem operar como verdadeiros agentes de mudanças para que o DevOps consiga ser utilizado como se deve. Portanto, mais do que uma tecnologia, o DevOps pode ser interpretado como uma nova cultura que impacta positivamente a estrutura organizacional e a área de TI.

Leandro Lopes é gerente geral de Pré-Vendas da Nutanix para a América Latina

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