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E-commerce deve crescer 9% em 2016, diz Pedro Guasti, CEO da Ebit, em fórum da Associação Comercial de SP

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Dois dos maiores especialistas brasileiros em varejo, Pedro Guasti e Nelson Barrizzelli, participaram da abertura do Fórum Empreendedor – FE4 ontem na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Guasti preside a Ebit, empresa do grupo Buscapé que faz pesquisas com usuários do meio online, e o conselho de e-commerce da Fecomercio. Também integra o grupo de investidores Harvard Business Angels.

Já o economista e consultor Barrizzelli é professor aposentado da FEA-USP, coordenador de projetos da FIA, sócio da AGC (Consultoria Especializada de Aceleração de Lucratividade) e membro de conselhos de administração.

Crescer na crise

Sobre comércio eletrônico, Guasti destacou que o segmento tem muito a aumentar e, mesmo que afetado pela crise, terá crescimento neste ano. “A nossa crise é crescer 9% em 2016”, frisou, comparando com anos anteriores, quando o mercado sempre expandiu na casa dos dois dígitos.

Segundo pesquisa da Ebit, 37% dos consumidores pretendem comprar no varejo físico. No eletrônico, o percentual sobe para 86%. “A crise torna as pessoas mais críticas e há uma migração para o online, sobretudo em compras de valor agregado mais alto”, afirmou o CEO da empresa, reforçando que essa é uma grande oportunidade para o setor.

Guasti afirmou, porém, que foi identificado um enfraquecimento na intenção de compra da classe C, em decorrência da piora de fatores macroeconômicos: desemprego, queda do salário, inflação alta, indisponibilidade de crédito e juros elevados. “Se quando um desses fatores cai já é complicado, imagina quando todos caem”.

Resistência

Barrizzelli afirmou que muitas empresas costumam apontar o agravamento da conjuntura como causa de seus fracassos e se esquecem de olhar para dentro. Ele disse que, em toda sua trajetória como consultor empresarial, jamais houve um caso em que a razão do problema não estivesse dentro dos negócios, que não conseguem adaptar suas gestões às necessidades externas. “A resposta está dentro de cada empresa. Isso se chama gestão. Não existe situação boa ou ruim que possam interferir em empresas que tenham uma boa gestão”.

O palestrante citou os casos das Lojas Cem e da Via Varejo. Em 2015, enquanto a primeira – bem menor – faturou R$ 3,4 bilhões e teve lucro líquido de R$ 74 milhões, a segunda faturou R$ 20 bilhões, mas teve perdas de R$ 55 milhões. “Ora, um gigante como a Via Varejo, teoricamente, teria muito mais condições de negociar e vender mais barato, condições de ter uma estrutura profissionalizada muito mais forte e mais conhecimento de mercado. Mas as Lojas Cem trabalham independentemente dos problemas que cercam a empresa. Na verdade, eles estão focados no seu negócio, sabem exatamente o que fazer”, analisou Barrizzelli. “O que a crise fez com Lojas Cem? Nada. Absolutamente, nada”.

O FE4

O Fórum de Empreendedores também será realizado nos dias 11, 13, 18 e 20 de outubro. Reúne grandes nomes do mundo empresarial para propor soluções práticas para a crise. É dividido em quatro módulos: marketing e vendas, legislação, tecnologia e finanças e investimentos. Os encontros ocorrem na sede da ACSP, no centro da capital paulista. Ainda dá tempo de fazer inscrições para os módulos, por meio do site www.fe4.com.br, onde também está disponível a programação completa.

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