Vendas digitais do Magazine Luiza crescem 2 800% acima do mercado no primeiro trimestre

O Magazine Luiza, uma das maiores redes de varejo de móveis e eletroeletrônicos do país, surpreendeu o mercado ao anunciar uma série de resultados financeiros positivos, relativos ao primeiro trimestre de 2016. Apesar do quadro econômico recessivo, as vendas brutas cresceram 3%, atingindo 2,7 bilhões de reais e o lucro foi de 5,8 milhões de reais.

Foco da estratégia da empresa para os próximos cinco anos, as vendas digitais foram o grande destaque do trimestre. O faturamento do e-commerce do Magazine Luiza – site e no aplicativo – aumentou 27,8%, o maior ritmo de crescimento dos últimos cinco trimestres. Com uma operação lucrativa, o e-commerce já representa 22,4% do faturamento total do Magazine Luiza. Com o bom desempenho, os canais digitais contribuíram para a estabilização das vendas, quando comparadas as mesmas lojas, nos primeiros três meses de 2015. “Vários de nossos indicadores operacionais no e-commerce melhoraram significativamente”, diz Eduardo Galanternick, diretor-executivo de e-commerce do Magazine Luiza. “Graças a nosso sistema de recomendação, acertamos mais a oferta de produtos com base no perfil de cada cliente. Também melhoramos a gama de produtos oferecidos e as variáveis comerciais, como frete, preço e condições de pagamento.”

O aplicativo de vendas para smartphone — desenvolvido no Luizalabs, o laboratório de desenvolvimento e inovação da companhia, e lançado no final do ano passado — superou os 2 milhões de downloads e vem ajudando a aumentar o índice de conversão de vendas nos meios eletrônicos.

Os investimentos em tecnologia cresceram 26% em relação ao primeiro trimestre de 2015. Entre janeiro e março deste ano, foram aportados 11,2 milhões de reais. Ao mesmo tempo em que aposta no site e nas vendas via aplicativo, o Magazine Luiza vem digitalizando suas lojas convencionais. No final do primeiro trimestre deste ano, os vendedores de 183 dos 671 pontos de venda físicos da rede estavam integrados ao projeto Mobile Vendas. Treinados e equipados com smartphones, esses profissionais reduzem o tempo médio de venda de 40 minutos para 5 minutos, aumentando a produtividade da operação e melhorando a experiência dos clientes.

Luiza Labs

Vital para o desenvolvimento do comércio eletrônico do Magazine Luiza, o Luizalabs, laboratório de inovação da empresa, está em expansão. Hoje, são cerca de 100 engenheiros dedicados à criação de novas plataformas e ao aperfeiçoamento das existentes.

O Luiza Labs é uma célula que funciona paralelamente à equipe de TI da empresa. O time de inovação é responsável por soluções como o Magazine Você (lojas criadas por pessoas físicas nas redes sociais), Quero de Casamento (lista digital de presentes) e criou o novo aplicativo de vendas da empresa – considerado um dos mais inovadores do mercado.

Trimestre de lucro

Graças à combinação da estratégia de digitalização e operação em múltiplos canais com uma gestão de curto prazo pautada pelo controle das despesas, a empresa registrou aumento de participação de mercado, de receitas e de lucro líquido em um momento particularmente difícil para o varejo brasileiro. De janeiro a março de 2016, a receita bruta do Magazine Luiza aumentou 2,6%, atingindo 2,7 bilhões de reais.

O lucro líquido cresceu 84,2% e o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, despesas financeiras, amortizações e depreciações) foi de 144,1 milhões de reais, uma evolução de 13,1% quando comparado ao resultado obtido no primeiro trimestre de 2015. Segundo dados da pesquisa mensal do comércio publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da consultoria GFK, em janeiro e fevereiro, a empresa ganhou participação de mercado em todas as principais categorias de produtos.

Mais vendas, com mais eficiência

Para enfrentar um dos períodos econômicos mais difíceis da história recente do país, o Magazine Luiza vem trabalhando, ao mesmo tempo, nas frentes de redução de custos e de aumento das vendas. Um projeto realizado com a consultoria de estratégia McKinsey mapeou as oportunidades de ganhos de participação de mercado por loja, por região e por categoria de produto.

O controle dos custos passou a ser feito com base no Orçamento Base Zero (OBZ) e na Gestão Matricial de Despesas (GMD), implantados com o apoio da consultoria Galeazzi& Associados. Mudanças na estratégia de marketing – com a não renovação de pacotes de mídia nacionais e a adoção de campanhas digitais e regionais – e a negociação de contratos com fornecedores também contribuíram para a redução dos custos. No primeiro trimestre de 2016, as despesas gerais e administrativas do Magazine Luiza caíram 4,3%, em termos nominais. Esse resultado foi atingido apesar do recente aumento de encargos sobre a folha de pagamentos.

Os estoques do Magazine Luiza, ao final do primeiro trimestre deste ano, eram 109,3 milhões de reais menores que os registrados em março de 2015. O saldo com os fornecedores também evoluiu, passando para 154,9 milhões de reais. O avanço destes indicadores contribuiu significativamente para a melhoria do capital de giro.

Caixa maior, dívida menor

Em março deste ano, a dívida líquida ajustada do Magazine Luiza era de 858,7 milhões de reais – uma redução de 191,4 milhões de reais, quando comparada ao mesmo mês de 2015. Assim, a relação dívida líquida ajustada dividida pelo EBITDA ajustado ficou em 1,6 vez. No mesmo período, o caixa da companhia aumentou em 68,8 milhões de reais, passando para 721,3 milhões de reais.

Luizacred

A estratégia da Luizacred, associação entre o Magazine Luiza e o Itaú Unibanco, é tornar a base de clientes da operação de varejo cada vez mais fiel por meio da utilização do Cartão Luiza. No primeiro trimestre de 2016, o faturamento do Cartão Luiza cresceu 5,2% nas lojas do Magazine Luiza e 9,4% fora da rede. No mesmo período, a financeira Luizacred lucrou 26,2 milhões de reais.

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