Presidente da Telefônica Vivo critica alta carga tributária em telecomunicações

“No Brasil, a cobertura 4G é ainda muito tímida. Apesar de todo o investimento, isso precisa ser melhorado no País”, afirmou Amos Genish, presidente da Telefônica Vivo. Palestrante do Almoço-Debate, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, o executivo abordou também a carga tributária no Brasil, que chega a 44% em telecomunicações. “É difícil atuar neste mercado com esta taxa altíssima”, afirmou.

Genish falou sobre o investimento de R$ 600 milhões em tecnologia da informação da Telefônica Vivo vai nos próximos três anos e também comentou tendências do setor de telecomunicações e tecnologia, como a Internet das Coisas, o armazenamento em nuvem e Big Data.

Sobre o andamento do processo de impeachment, com o possível afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República e julgamento pelo Senado Federal, Genish esclareceu que, apesar de a Telefônica Vivo e tampouco ele não se posicionarem politicamente, “não consegue imaginar uma empresa que não queira estabilidade política e econômica”, que possa incluir incentivos para empresas investirem e também para estimular o mercado consumidor. Luiz Fernando Furlan, chairman of the Board do LIDE, afirmou que se deve “pensar no futuro e em como as empresas podem ajudar o Brasil, independente das intempéries das sazonalidades políticas”.

Quanto à cobrança por franquias excedentes de transferências de dados em pacotes de banda larga, Genish considerou “injusto para um consumidor que usa pouco pague o mesmo que aquele que utiliza muito da franquia”. O executivo também defende regras que não prejudiquem as companhias de um segmento em detrimento a outro, como no caso das empresas de telecomunicações versus o aplicativo WhatsApp.

Na manhã desta segunda-feira (18), a Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações publicou no Diário Oficial da União uma norma que impede as operadoras de serviços de banda larga fixa de reduzirem, cortarem ou cobrarem tarifas excedentes de consumidores que esgotarem franquias de transferências de dados sem antes informar os clientes. As operadoras – incluindo a Telefônica Brasil, que utiliza as marcas Vivo, Oi e Claro –, do grupo América Móvil, deverão oferecer ferramentas que ajudem os consumidores a acessarem os dados de seus planos. Segundo a Vivo, porém, o novo modelo valerá para contratos firmados a partir de 2017.

Esta edição do Almoço-Debate LIDE contou com o copatrocínio de EVERISM, GENESYS, GOCIL e MAPFRE. Como fornecedores oficiais, estão as empresas AMIL, CDN COMUNICAÇÃO, CORPORATE FILMS, ECCAPLAN e MISTRAL E VINCI. AMÉRICA ECONOMIA BRASIL, as rádios ANTENA 1 e JOVEM PAN, jornal DCI, revista e TV LIDE, PR NEWSWIRE e THE WINNERS são mídias partners do evento.

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