O caminho da TI no pequeno varejo

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Por André Bretas, diretor de Small Business da TOTVS

Até pouco tempo, ao pensar em montar seu próprio negócio, o primeiro grande desafio era a escolha de um ponto comercial. A chegada da Internet e o crescimento exponencial dos dispositivos móveis mudaram o comportamento das pessoas, não só frente a essa decisão, mas também em todas as outras esferas do dia a dia. O e-commerce deslanchou nos últimos anos e hoje ao criar uma empresa, para a maioria dos pequenos empresários, o primeiro passo é desenvolver uma loja virtual.

Com ela, as pessoas não precisam mais pagar aluguel ou se preocupar com a região ideal para se estabelecer. Além disso, o e-commerce confere às empresas a oportunidade de comercializar seus produtos para consumidores em cidades e países distantes, pessoas que dificilmente teriam acesso à loja e suas mercadorias.

Por isso cada vez mais varejistas estão aderindo ao modelo. Em 2014, o setor chegou à marca de R$ 35,8 bilhões no Brasil, crescendo 24% em relação a 2013, de acordo com a E-bit, empresa especializada em informações sobre e-commerce. Para 2015, apesar da retração esperada na economia do país, a E-bit prevê um crescimento nominal de 20%, atingindo um faturamento estimado de R$ 43 bilhões.

No entanto, embora as lojas físicas estejam migrando para o comércio eletrônico, temos assistido a um novo movimento no país, principalmente no varejo. Hoje, a maior parte dos novos empresários começa com uma loja virtual e só depois, com a empresa estruturada, estabelece um ponto comercial. A operação entra em funcionamento de forma mais rápida e simples. Além disso, já nasce totalmente conectada à nova geração de empreendedores e consumidores, acostumados a fazer compras pela Internet e divulgar as informações pelas redes sociais.

Por nascerem digitais, essas empresas tendem a buscar uma solução de gestão apenas quando o volume de vendas atinge determinado patamar, visando controlar melhor o andamento das vendas e entregas de mercadorias, bem como o fluxo de caixa da empresa. Este monitoramento torna-se ainda mais importante visto que o mundo digital não nivela os negócios pelo porte e sim pela qualidade do serviço. Quanto maior a qualidade, maior o potencial de se destacar, independentemente do tamanho da empresa. O segredo é crescer de forma sustentável.

Com o apoio de uma ferramenta que garanta a organização do negócio, as rotinas passam a ser padronizadas e os dados unificados, permitindo identificar com precisão a curva de crescimento. O próximo passo torna-se então seguro e assertivo: estabelecer uma loja física. Nesse momento, será necessário um novo investimento, não só no ponto comercial e em funcionários, mas também em uma solução de Ponto de Venda, mais conhecida como PDV. O sistema escolhido deve ser aderente à legislação fiscal vigente e permitir a impressão do cupom fiscal ou a emissão do cupom fiscal eletrônico.

Com a loja física, o empresário conseguirá interagir pessoalmente com os consumidores, tendo a oportunidade de solidificar a relação de proximidade e confiança já estabelecida por meio da loja online. Porém, mesmo com a facilidade de adoção de plataformas de e-commerce e soluções de gestão, é importante que o empresário identifique o momento ideal de dar o próximo passo. E, após a abertura da loja física, lembrar que é necessário oferecer ao cliente do ponto comercial a mesma qualidade de atendimento e eficiência do comércio eletrônico.

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