Gartner revela as principais previsões para empresas e usuários de TI a partir de 2015

Gartner revela as principais previsões para empresas e usuários de TI a partir de 2015

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, revela suas principais previsões para as empresas e usuários de TI a partir de 2015, no Symposium/ITxpo 2014, que acontece entre os dias 27 e 30 de outubro, no Sheraton São Paulo WTC Hotel. As principais previsões do Gartner para 2015 começarão com uma análise da mudança na era das antigas relações entre o homem e a máquina, causada pela emergência das empresas digitais.

“No momento atual já existe uma mudança em andamento relacionada às funções das máquinas em nosso dia a dia”, diz Cassio Dreyfuss, Diretor da Conferência, Vice-Presidente e Líder de pesquisas do Gartner para o Brasil. “Agora, as máquinas baseadas em computação são utilizadas para criar uma variedade de experiências que ampliam o esforço humano. As máquinas têm, cada vez mais, características humanas para influenciarem um relacionamento mais personalizado com as pessoas. Em um futuro próximo, contemplaremos um mundo em que máquinas e humanos serão colegas de trabalho e, possivelmente, ainda mais dependentes um do outro”.

As principais previsões do Gartner envolvem essas ideias de cooperação máquina-homem e crescimento:

1) Até 2018, as empresas digitais vão demandar 50% menos de trabalhadores em processos de negócio e 500% mais empregos-chave nas empresas digitais, comparados aos modelos tradicionais.
Panorama de curto prazo: Até o final de 2016, 50% das iniciativas de transformação digital serão incontroláveis em virtude da falta de habilidade de gerenciar portfólios, o que levará a uma perda negativa e mensurável de participação no mercado.
A rápida evolução das mídias sociais e das tecnologias móveis está conduzindo o comportamento dos consumidores. Essas tendências de comportamento e as tecnologias que dão suporte a isso vão mudar significativamente a forma como vivemos e cuidamos de nossas vidas diariamente. Por exemplo – as geladeiras vão pedir gêneros alimentícios, os robôs vão registrar isso e os drones vão entregá-los em nossas portas, eliminando a necessidade de funcionários nos mercados e motoristas para fazer as entregas. Esse novo ambiente de empresa digital vai mudar profundamente os processos de negócio, juntamente com a demografia dos empregos, e a necessidade de competências mais avançadas para os consumidores e para os provedores em todas as indústrias.

2) Até 2017, serão lançadas grandes empresas digitais disruptivas, concebidas por um algoritmo de computador.
Panorama de curto prazo: Até 2015, as ofertas públicas iniciais com maior valor envolverão empresas que combinam mercados digitais com logística para desafiar ecossistemas de negócios legados e puramente físicos.

A economia mundial ficou madura para a disrupção digital, conforme apresentado por empresas globais do mercado, como a Uber e a Airbnb, que estão tirando o chão dos transportes e dos hotéis, respectivamente. Como tais empresas exibem os efeitos das redes (ou seja, seu valor aumenta com cada novo participante), elas tendem a formar monopólios naturais, mas são desafiadas por todas as complexidades regulatórias e do mercado, o que as tornam menos receptíveis aos analistas de computação. Nesse meio tempo, a criação positiva de sucesso em tais modelos – valorização de dezenas de centenas de bilhões de empresas com menos de cinco anos de idade – representa uma atração irresistível para o investimento de capital.

3) Até 2018, o custo total de propriedade das operações de negócio será reduzido em 50%, por meio de máquinas inteligentes e serviços industrializados.

Panorama de curto prazo: Até 2015, haverá mais de 40 fornecedores com ofertas de serviços gerenciados disponíveis comercialmente.
As necessidades dos clientes por produtos e serviços mais rápidos, baratos e melhores, disponíveis a qualquer hora, em qualquer lugar e qualquer canal, estão alimentando a revolução da empresa digital. Os processos de negócio e todas as operações de cadeia de suprimentos mudarão do paradigma de ‘voltadas ao trabalho’ e ‘viabilizadas pela tecnologia’, para um modelo ‘voltado ao digital’ e ‘viabilizado para humanos’. As máquinas inteligentes não vão substituir os humanos, pois as pessoas ainda precisam pilotar navios e são críticas para interpretar os resultados digitais. Portanto, as máquinas inteligentes não vão substituir o trabalho. Ao invés disso, vão desalojar a complacência, a ineficiência e vão acrescentar uma tremenda velocidade às operações dos negócios. Com a preferência dos consumidores de usar a Internet e serviços móveis para impulsionar as eficiências comerciais e otimizar a gestão do tempo, as indústrias estão se esforçando para melhorar a experiência dos clientes por meio da simplificação e da automação, além de fazer com que os processos ponto a ponto sejam mais inteligentes, minimizando as intervenções manuais e permitindo que os consumidores se sirvam sozinhos – self-service.

4) Até 2020, a expectativa de vida no mundo desenvolvido vai aumentar em meio ano em virtude da crescente adoção de tecnologias sem fio de monitoramento da saúde.

Panorama de curto prazo: Até 2017, os custos dos cuidados com a diabetes serão reduzidos em 10% por meio do uso de smartphones.
Os monitores que podem ser ‘vestidos’ representam uma grande promessa. Hoje, uma simples pulseira pode monitorar os batimentos cardíacos, a temperatura e uma série de fatores ambientais. Adesivos (patches) sem fio de monitoramento do coração, camisetas inteligentes e sensores em acessórios prometem mais precisão, escolha e conforto para os usuários. A transmissão sem fio é fácil e clara. Os dados podem ser correlacionados com grandes repositórios de informações baseados em Nuvem para gerar ações aprovadas, e via redes sociais obter informações. O Gartner prevê que os dados de dispositivos de monitoramento remoto vão oferecer acesso contínuo dos pacientes aos médicos.

5) Até o fim de 2016, mais de US$2 bilhões de compras on-line serão feitas exclusivamente por assistentes digitais móveis.
Panorama de curto prazo: Até o final de 2015, os assistentes digitais móveis vão cuidar de processos táticos triviais como anotar nomes, endereços e informações de cartões de crédito.

Eventos fixos, como reposição em mercados, serão comuns e proporcionarão a esses tipos de assistentes a confiança para evoluírem. Até o final de 2016, decisões mais complexas, como mochilas para volta às aulas e eventos relacionados, como a programação: um filme bem cotado e depois um jantar, arrumar o carro para um aniversário, serão coisas fáceis. As compras anuais de assistentes móveis autônomos vão chegar a US$2 bilhões por ano, representando cerca de 2,5% de assistentes confiáveis para usuários móveis com US$50 bilhões por ano. Os assistentes digitais estarão em múltiplas plataformas, mas equipamentos móveis serão os dispositivos mais acessíveis e adotados para os assistentes digitais, sendo as aplicações mais relevantes até o fim de 2016.

6) Até 2017, o engajamento dos clientes de mobilidade nos EUA vai impulsionar o faturamento do comércio móvel local em 50% das receitas do comércio digital.

Panorama de curto prazo: Em 2015, haverá um interesse renovado pelos pagamentos móveis, junto a aumento significativo do comércio móvel (em parte devido à introdução do Apple Pay e esforços similares dos concorrentes, como o esforço do Google para incentivar a adoção do Google Wallet).

O poder crescente dos smartphones e tablets e as aplicações disponíveis para cada um deles, permitem que os consumidores interajam perfeitamente com as empresas, experiências de comércio e conteúdo em praticamente todas as fases dos processos de compra. À medida que os fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de aplicações melhorem a usabilidade e a funcionalidade, e atendam às preocupações dos usuários com a segurança, os dispositivos serão cada vez mais essenciais para os clientes. Os clientes que nasceram e cresceram usando a Internet como plataforma de comunicação, informação e transações e vivem presos aos seus equipamentos móveis vão querer que os provedores de serviços e os varejistas atendam às suas expectativas de experiências de comércio conectadas e indiferentes aos canais.

7) Até 2017, 70% dos modelos de empresa digital bem-sucedidas vão depender de processos instáveis e projetados para mudar conforme as necessidades dos clientes.

Panorama de curto prazo: Até o fim de 2015, 5% das empresas globais vão projetar processos ‘super manobráveis’ que ofereçam vantagens competitivas.

Como resultado da inovação dos modelos de negócio, agora, alguns processos serão deliberadamente instáveis, projetados para mudanças e que podem se ajustar dinamicamente, de acordo com as necessidades dos clientes. Eles são vitais por serem ágeis, adaptáveis e ‘super manobráveis’, de acordo com as mudanças das necessidades dos clientes. Esses processos super manobráveis existem em um contexto mais amplo e mais estável. Representam um diferencial competitivo porque podem fornecer suporte às interações dos clientes, que são imprevisíveis e exigem uma tomada de decisão específica para permitir a continuidade dos processos mais amplos e estáveis. Normalmente, são impossíveis de serem duplicadas por outros concorrentes. Os processos deliberadamente instáveis vão comandar uma mudança drástica na capacidade das empresas e seu pessoal de forma mais fluida. A capacidade de mudar rapidamente vai alavancar os conceitos de liquidez organizacional. Esse enfoque holístico, que mistura modelo de negócio, processos, tecnologia e pessoas, vai alimentar o sucesso da empresa digital.

8) Até 2017, 50% dos investimentos em produtos de consumo serão redirecionados para inovações na experiência dos consumidores.
Panorama de curto prazo: Até 2015, mais da metade dos produtos de consumo tradicionais terá extensões digitais nativas.
Em muitas indústrias, a hiperconcorrência desgastou as vantagens de produtos e serviços tradicionais, fazendo com que a experiência dos clientes seja o novo campo de batalha. E isto não é menos verdadeiro nos mercados de produtos de consumo, que enfrentam uma pressão desproporcional de produtos básicos à medida que o acesso dos consumidores às informações de preços e produtos via pesquisa e canais sociais minam a fidelidade às marcas. A realidade é que essa inovação, focada em novos produtos – e até mesmo novos modelos de negócio –, está sujeita a períodos de naufrágio das vantagens competitivas. Os concorrentes e as alternativas são abundantes, e a inovação dos produtos está sujeita a acelerar a comoditização. A inovação da experiência dos clientes permanece sendo o segredo para uma fidelidade à marca duradoura.

9) Até 2017, quase 20% dos e-tailers (e-varejistas) de bens duráveis usarão impressão em 3D (3DP) para criar ofertas de produtos personalizados.

Panorama do curto prazo: Até 2015, mais de 90% dos e-tailers de bens duráveis vão buscar ativamente parcerias externas para dar suporte aos novos modelos de negócio de produtos ‘personalizados’.

A 3DP já está causando um profundo impacto na viabilização de startups para que reduzam os custos de infraestrutura, em comparação aos processos de manufatura tradicional existentes. À medida que os consumidores mostram um apetite cada vez maior para controlar mais recursos e capacidades dos produtos, os e-tailers estão reconhecendo que o potencial de negócios de passar de produtos ‘configuráveis’ para produtos ‘personalizados’, feitos por encomenda, viabilizou a 3DP. Todas as categorias de bens duráveis verão e emergência da personalização viabilizada pela 3DP e os fabricantes desenvolverão capacidades para trazer os consumidores mais próximos da experiência de design/projeto. As empresas que organizarem as estratégias antes vão acabar por definir o espaço nessas categorias. Isso requer uma cultura corporativa que apoie produtos ‘sem conformidade’, novas capacidades de negócio de ‘concierge’ nas linhas de frente e equipes administrativas com capacidades operacionais e de TI. Isso vai exigir uma nova agilidade além da automação rígida dos processos e poderá requerer sistemas de negócio completamente novos.

10) Até 2020, as empresas de varejo que usam mensagens dirigidas combinadas aos sistemas internos de posicionamento (IPS) verão um aumento de 5% nas vendas.

Panorama de curto prazo: Até 2016, haverá um aumento na quantidade de ofertas dos varejistas voltadas à localização do cliente e ao tempo gasto na loja.

Cada vez mais, os comerciantes digitais aumentam o foco em propaganda móvel e analítica avançadas para aproveitar as vantagens apresentadas pelo crescimento do uso de equipamentos móveis. O contexto tem um papel cada vez mais central nesses esforços, viabilizando propagandas altamente direcionadas com base em compras recentes, hábitos de compra, cidade de residência e interesses. Mas, entre todos esses dados, a localização atual do cliente está entre as mais importantes dicas contextuais disponíveis. O mapeamento está sendo explorado pelos comerciantes digitais, mas ainda é usado de formas relativamente simples. Porém, recentemente, os sistemas de posicionamento interno tornaram-se cada vez mais viáveis. Em vez de usar satélites, esses sistemas usam faróis Bluetooth de baixa energia e pontos de acesso wi-fi para determinar a localização de um equipamento móvel dentro de um edifício, com precisão na faixa de centímetros. O suporte dos dispositivos móveis mais novos para IPS vai viabilizar dicas sobre a localização do usuário para envio de propaganda e mensagens direcionadas, e mapeamento em tempo real para conduzir os clientes não somente aos lugares das lojas, mas para os próprios produtos específicos.

As inscrições para o Gartner Symposium/ITxpo 2014 podem ser feitas pelo site www.gartner.com/br/symposium, pelo e-mail brasil.inscricoes@gartner.com ou pelos telefones (11) 5632-3109 | 0800 774 1440. Até o dia 24 de outubro, o desconto é de R$ 130,00. Saiba mais em www.gartner.com/br/symposium.

Anote em sua agenda – Gartner Symposium/ITxpo 2014
De 27 a 30 de outubro de 2014
Local: Sheraton São Paulo WTC Hotel – Av. das Nações Unidas, nº 12.559

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