Tecnologia cobrada em dólar afeta desenvolvimento do setor de contact center

Tecnologia cobrada em dólar afeta desenvolvimento do setor de contact center

Com o desenvolvimento econômico do país nos últimos anos e a expansão do consumo, o setor de contact center tem se reinventado para agilizar ainda mais o atendimento ao consumidor. Prova disso, é a utilizaçã o de multicanais como chat, e-mail, redes sociais, telefone, dispositivos móveis, entre outros meios, o que exige das empresas um investimento grande em tecnologia de softwares e equipamentos.

Contudo, todo este processo, que deveria alavancar o crescimento do setor, é prejudicado pelo alto custo que se paga pela tecnologia atualmente. O que tem sido um dos principais fatores para a redução de rentabilidade das companhias do segmento nos últimos anos.

Por ser cotada em dólar, as renovações de licenças de softwares, por exemplo, custam em torno de 20% a mais do que deveriam, e impactam diretamente no empresário, que necessita investir tanto em treinamento para adaptação desta nova tecnologia como em equipamento para suportá-la. “A tecnologia custa caro e quem busca estar à frente no mercado tem de acompanhar este processo, pois os softwares se modernizam, demandam mudanças de arquitetura de hardwares, que obrigam a troca de maquinário, sendo necessário um profissional treinado para manuseá-las, o que encarece no custo a ser repassado para o contratante”, afirma Lucas Mancini, presidente do Sintelmark.

Para Andres Enrique Rueda Garcia, presidente da URANET, empresa do segmento, que investe em média de 7% a 10% da margem de seu negócio em tecnologia, o contratante deveria valorizar mais o aspecto tecnológico na hora do contrato. “A empresa que contrata os serviços de contact center deveria valorizar melhor esse investimento e, consequentemente, entender melhor os aspectos que giram em torno da composição de valores do serviço prestado pela contratada”, argumenta o executivo.

Garcia destaca ainda que uma importante opção seria a valorização de empresas de tecnologia nacionais. “Atualmente, o setor depende, e muito, de tecnologia importada e, com a variação cambial nos últimos tempos do dólar, fica improvável manter os preços em reais. Creio que o melhor caminho é o reconhecimento das companhias nacionais de TI, como a solução IntergrALL, desenvolvida por empresa 100% brasileira e sem uma arquitetura atrelada a outras tecnologias importadas de alto custo”, analisa.

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