Para presidente da Netshoes, e-commerce é o futuro das vendas no Brasil

O presidente da Netshoes Márcio Kumruian afirmou que o sucesso de seu negócio está ligado ao planejamento e à qualidade dos serviços. Com 15 milhões de visitantes por mês, a Netshoes tem a tecnologia como grande aliada para o crescimento expressivo da empresa, que em 2007 migrou as vendas completamente para a internet. “Entendemos que, se os visitantes em nosso site tiverem uma experiência positiva, certamente isso será convertido em vendas e, consequentemente, na fidelização de novos clientes”, sustentou durante Workshop LIDE JOVEM, realizado em São Paulo com a presença de 125 empresários.

De acordo com Kumruian, um dos pilares que sustentam a empresa é o serviço, o que inclui um ótimo atendimento ao cliente. “O SAC da Netshoes opera 24 horas por dia, 7 dias por semana. Se o cliente pode comprar em qualquer horário, ele deve ser atendido em nosso SAC também em qualquer hora do dia ou da madrugada”, explicou. A empresa despacha 40 mil itens por dia e registra entre 4 e 4,5% de taxa de retorno ou devolução de produtos, enquanto nos Estados Unidos a média do e-commerce é de 40%.

Rodrigo Nasser, principal executivo de gestão de tecnologia da Netshoes, acredita que o desafio das vendas digitais está na experiência de compra. Em 2009, a empresa trouxe a melhor tecnologia de e-commerce para o Brasil. Uma novidade implementada recentemente pela empresa foi o Netshoes Click, aplicativo com tecnologia militar, que identifica modelos de tênis a partir de fotos captadas por um smartphone ou tablet e oferece opções iguais e similares ao consumidor.

Com faturamento anual de mais de R$ 1 bilhão e atuação no México e na Argentina desde 2011, Marcio Kumruian revelou que tem intenção de expandir os negócios para os Estados Unidos ou Europa, mas reconheceu que a concorrência é forte. “Abrimos escritório na Califórnia, para ficar mais perto do Vale do Silício e temos uma parceria com a Virginia Tech. Mas a entrada no mercado americano é difícil, principalmente por conta dos preços e da gama de esportes divulgados por lá”, afirmou o executivo, que também pretende lançar produtos com marca própria, investindo em tecnologia e preços mais atraentes.

Questionado sobre a possibilidade de reabrir lojas físicas, o dono do maior site brasileiro de compras de artigos esportivos foi direto: “Não penso nisso. Apesar do e-commerce não estar 100% estruturado no País, essa modalidade de negócio ainda tem muito espaço para conquistar”.

Marketing e Copa do Mundo
A Netshoes registra uma alta margem de lucros sobre os produtos – de 40 a 50% – e hoje 10% da receita são destinados para o marketing da empresa. Em 2009, o fundo americano Tiger Global Management comprou 30% das ações da Netshoes. “Utilizamos parte desse dinheiro para duas frentes importantes para a empresa: tecnologia e marketing”, detalhou Kumruian, acrescentando que nos próximos cinco anos planeja priorizar o investimento em tecnologia, uma vez que a marca já está bem consolidada no mercado e as oito mil reviews por semana deixadas pelos usuários atendem os consumidores.

Já para a Copa do Mundo, a empresa prepara uma série de ações. “Trabalharemos a presença dos estrangeiros no Brasil, faremos entrega expressa em até quatro horas nas cidades com jogos, vamos fazer algumas surpresas em hotéis e outras brincadeiras”, revelou Kumruian.

.

Marcado , , , , .Adicionar aos favoritos o permalink.

Os comentários estão encerrados.