Contratações nas empresas brasileiras desaceleram no 3º tri, mas 27% planejam aumentar os salários acima da inflação

O ritmo de contratações diminuiu no terceiro trimestre. De acordo com o International Business Report (IBR) 2012 da Grant Thornton International, 38% das empresas brasileiras contrataram nos últimos 12 meses, uma queda de 11 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2012, quando 49% das empresas afirmaram que contrataram. Ainda sim, o resultado ficou bem acima da média global de 24%. O resultado colocou o Brasil na 4ª posição entre os países que mais contratam no ranking mundial do terceiro trimestre de 2012. A pesquisa engloba 12 mil empresas privadas em 40 países.

“O governo precisa tomar medidas ligadas ao aumento da produtividade e qualificação da mão de obra. O nível de desemprego do país está baixo, mas os altos custos para produzir, somado a lacuna de mão de obra qualificada, não estimulam os empresários a fazerem novas contratações”, diz Paulo Sérgio Dortas, Managing Partner da Grant Thornton Brasil.

O País ficou atrás da Índia (58%), Turquia (54%), Emirados Árabes, Bósnia (ambos com 52%) e Tailândia (44%). Na contramão, países como Grécia (-36%), Espanha (-19%), Itália e Polónia (ambos com 0%) e França (4%) continuam apresentando um panorama de emprego local ruim.

Nesse cenário, a identificação e retenção de talentos se tornou prioridade. Uma das armas para reter os talentos tem sido o aumento da remuneração dos profissionais, mas nem sempre isso isoladamente é suficiente. “Empresas que investem na melhoria do ambiente de trabalho, incentivo ao desenvolvimento pessoal e profissional estão entre as mais bem sucedidas. Na medida em que as gerações mais novas chegam ao mercado de trabalho se faz necessária a sofisticação dos instrumentos de retenção”, diz Dortas. De acordo com o IBR 2012 da Grant Thornton, 27% dos empresários brasileiros pretendem aumentar o salário dos seus colaboradores nos próximos doze meses. O percentual está bem acima da média global (11%).

Ainda entre os executivos entrevistados no Brasil, 63% disseram que elevarão a remuneração em linha com a inflação e apenas 5% revelaram que não devem dar aumentos reais a seus funcionários. Na comparação com outros países, o Brasil só perde para o Chile, onde 36% dos líderes afirmaram que vão dar aumento real em suas empresas. Outros que estão entre os que mais pretendem elevar salários são a África do Sul (27%), México, Filipinas e Turquia (todas com 26%), Nova Zelândia e Peru (ambas com 22%).

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