Brasil é o 30º no índice Global de Dinamismo 2012 entre 50 economias do mundo

O Índice Global de Dinamismo da Grant Thornton International, um novo índice criado pela Economist Intelligence Unit rankeando 50 economias com 22 indicadores de dinamismo, colocou o Brasil na 30º posição (55.1 pontos). Foram analisadas cinco áreas consideradas chave para analisar o dinamismo econômico de um País após a crise de 2008-09 e com perspectivas para garantir o crescimento futuro, através das opiniões de 406 altos diretivos globais: ambiente operacional dos negócios (leis de comércio, regulação legal e política, etc), ciência e tecnologia, trabalho e capital humano, economia e crescimento e o ambiente financeiro.

Cingapura (72.1 pontos) emergiu como a economia mais dinâmica do mundo. O pequeno país de economia aberta que se industrializou rapidamente nos anos 70 e 80 aparece para agir como uma porta de entrada para negócios dinâmicos de mercados maduros procurando maiores retornos nos países com grande crescimento na Ásia. Cingapura ficou com a primeira posição em ambiente de financiamento e ficou sempre entre os 10 melhores nas cinco categorias.

Finlândia, Suécia Israel e Austria (70.5, 69.6, 69.3 e 66.1 pontos, respectivamente) completam os top 5. A crise da zona do euro claramente afetou as econômias escandinavas, mas o índice da Grant Thornton sugere que os fundamentos de crescimento no long prazo são robustos. As duas economias escandinavas que aparecem no topo da lista ficaram entre as três melhores nas categorias operacional dos negócios e ciência e tecnologia.

“Planos ambiciosos de crescimento são fundamentais para empresas dinâmicas, mas precisam de financiamento para se tornarem reais e terem impacto na lucratividade e no desenvolvimento economico dos países. A crise de 2008 mostrou claramente que uma redução grande da liquidez resultaria em uma retração da produção e da competitividade. Os bilhões de euros fornecidos pelo Banco Central Europeu aos bancos regionais até agora, que no mínimo atrasaram colapsos locais, não estão melhorando as linhas de crédito para empresas nas principais economias do mundo”, diz Ed Nusbaum, CEO global da Grant Thornton.

O posicionamento do Brasil nas categorias avaliadas foi semelhante. O país ficou em 36º lugar no quesito ambiente operacional dos negócios, em 32º na avaliação de ciência e tecnologia, em 38º na avaliação do ambiente de trabalho e capital humano, em 24º no item economia e crescimento e em 20º quando se trata de ambiente financeiro.

“Dinamismo não é só crescimento economico e o índice é um reflexo fiel do quão adequado é o ambiente para empresas dinâmicas. Este ambiente operacional que não oferece segurança e salvaguardas, representa um alto risco para investimentos, portanto, prejudicial ao crescimento.Para os países alcançarem esta colocação são anos de construção, e não é à toa que as dez primeiras colocações foram alcançadas por países desenvolvidos”, comenta Paulo Sérgio Dortas, Líder de Auditoria, Tax e Advisory da Grant Thornton Brasil.

Os executivos pesquisados identificaram o comércio exterior e os regimes de câmbio como os aspectos mais importantes nessa categoria. A estabilidade política foi considerada como o ponto de menor relevância.

No GDI, os Estados Unidos ficaram com a 10ª posição e a China com a 20ª. O Chile foi destaque entre os páises da Amércia Latina na 12ª colocação. Os piores colocados no índice foram Venezuela (37.4), Nigéria (40.2), Grécia (40.2) e Egito (41.2).

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