Pesquisa aponta Curitiba entre as líderes na atração de investimentos estrangeiros

Curitiba é o terceiro destino dos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) do Brasil e a cidade mais promissora do país, segundo pesquisa realizada com 250 executivos internacionais pela empresa de auditoria Ernest & Young. A capital paranaense atraiu 2% dos projetos estrangeiros e aparece atrás apenas de São Paulo (26%) e Rio de Janeiro (8%).

“Devemos esta posição não só pelo incentivo da redução da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS), de 5% para 2%, mas principalmente por termos uma estrutura atrativa, desde a parte física até a parte de investimentos em pesquisas”, frisa Gilberto José de Camargo, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento.

A pesquisa também mostra Curitiba como a cidade mais promissora e como a quarta cidade mais atraente, ficando a frente de Belo Horizonte e Porto Alegre, que possuem o mesmo porte da capital paranaense, e se aproximando dos principais centros: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Infraestrutura – Desde 2005, a Prefeitura de Curitiba começou a estudar a criação de um pólo tecnológico e, em 2007, criou o Tecnoparque para atrair mais indústrias e tecnologias para a cidade.

“Vivemos três momentos importantes para chegarmos ao patamar que estamos. O primeiro foi em 1970 com a criação da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), o segundo em 1990 com a atração das montadoras e em 2007 com o Tecnoparque”, frisa Camargo.

O presidente da Agência Curitiba também ressalta como fator de atração o ISS Tecnológico, que reduz de 20% a 50% o valor do imposto para as empresas que investirem em equipamentos ou qualificação dos funcionários. A única ressalva é que os produtos ou cursos devem ser adquiridos ou realizados por empresas de Curitiba. “Com o ISS Tecnológico fazemos a economia gerar e incentivamos as empresas a estar sempre se atualizando e investindo e melhorando sua produtividade”, afirma.

Desafios: A Ernest & Young também apresenta como os maiores desafios do Brasil a mão de obra. Embora 83% dos executivos acreditarem que investir no país ficará ainda mais interessante nos próximos três anos, a qualificação profissional ainda preocupa.

“A Agência Curitiba sempre trabalhou com o tripé academia, empresa privada e setor público. A tendência é que em 2050, 75% da economia do mundo gire na prestação de serviço. Nós já estamos investindo hoje nisto, o trabalho da Agência é justamente fazer esta interface”, conta Camargo.

No Tecnoparque, as empresas se unem as academias para laçarem produtos inovadores. Neste cenário, a Agência Curitiba começa a investir para viabilizar a criação de patentes na cidade, para dar mais oportunidade de criação.

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