Juros e cenário externo influenciam desempenho da indústria

A piora do cenário externo e a redução dos juros no mercado doméstico não impediram que os fundos Renda Fixa Índices registrassem o maior retorno no mês (1,76%) entre os tipos com PL representativo, destacando-se também no ano (10,53%) e em 12 meses (21,1%). No entanto, o aumento da incerteza contribuiu para o recuo de 11,86% do Ibovespa em maio, a maior queda mensal desde outubro de 2008, levando todos os tipos da categoria Ações a apresentar desempenho negativo. Já a valorização do dólar fez com que a categoria Cambial, com alta de 5,99%, alcançasse a maior rentabilidade da indústria no mês.

O resgate líquido de R$ 4,2 bilhões registrado em maio foi influenciado pelo recolhimento semestral do Imposto de Renda (“come-cotas”), de aproximadamente R$ 4 bilhões. Também pesaram nesse desempenho, o resgate líquido nas categorias Referenciado DI e Multimercados, neste caso concentrado em fundos do segmento Corporate. Já a categoria Previdência registrou a maior captação líquida da indústria no mês, R$ 3,9 bilhões, seguida de perto pela categoria Renda Fixa, com R$ 3,8 bilhões, liderada pelo tipo Renda Fixa Índices.

Mesmo com o regaste líquido do mês, a captação líquida acumulada no ano até maio, de R$ 67,8 bilhões, permanece como a maior da série histórica. Esse desempenho foi liderado pelos segmentos Poder Público e Corporate que até abril apresentaram crescimento patrimonial de 30% e 14,3%, respectivamente.

Veja o Boletim ANBIMA de Fundos de Investimento de junho aqui.

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