Um novo mercado de computadores

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Por Francisco Ferreira, Diretor de Varejo da DATEN

O mercado de desktops e notebooks vive nos últimos anos um período de poucos holofotes. A proliferação de smartphones, compactos e com múltiplas funções, fez com que os computadores dividissem o reinado absoluto que tinham no mercado de tecnologia em termos de novidade e inovação.

Isso significa que os smartphones estão mais avançados que desktops e notebooks atuais? De maneira alguma! Sabemos que a tecnologia vem se aprimorando a cada dia não só nos dispositivos móveis e que muitas das nossas tarefas atuais – em especial no segmento corporativo – não podem se limitar ao uso dos smartphones.

Nessa nova jornada dos PCs e notebooks no mercado atual, os fabricantes estão trazendo novidades que satisfazem e antecipam as demandas do mercado em termos de novas tecnologias de memória, velocidade e alcance do Bluetooth, design do teclado, assistentes virtuais e capacidade gráfica da tela, por exemplo, tornando os produtos ainda mais eficientes e competitivos.

Uma pesquisa recente prevê que o Brasil deva ter um computador para cada habitante entre 2020 e 2022, quando o número será de 210 milhões de computadores. Hoje, eles estão com 80% dos brasileiros. A utilização de computadores no País ainda fica muito abaixo do que ocorre nos Estados Unidos, que chega a 151% em relação ao número de habitantes.

Atualmente, temos 162,8 milhões de notebooks, tablets e desktops no Brasil, um crescimento de 5% na base instalada com relação ao levantamento de 2015. Até o final do ano, serão 166 milhões de computadores em uso – número que inclui cerca de 33 milhões de tablets.

Além disso, houve uma queda no dólar e, com isso, estima-se que o preço médio dos computadores registrado em 2016 teve diminuição de 22%. Como consequência, no primeiro semestre de 2017, esses pontos se refletiram nas vendas de PCs com uma recuperação de aproximadamente 5% em relação aos anos anteriores. A taxa é pequena, porém expressiva diante do mercado como um todo.

Há ainda quem diga que os PCs e notebooks vão sumir em breve. Eu não acredito nisso. Quando a TV foi lançada, na primeira metade do século passado, acharam que o rádio deixaria de existir. Hoje, vemos que ambos convivem bem. Há espaço para todos e o mercado de computadores mantém seu potencial.

A utilização de notebooks deve seguir forte. No mercado corporativo, muitos colaboradores já trabalham em modelo home office, que demanda dispositivos de alta capacidade. Em comparação com um smartphone de alta tecnologia, por exemplo, a compra de um notebook ou PC se mantém essencial.

A adoção dos computadores nas residências do Brasil também tem potencial de progresso com produtos que se encaixam com mais precisão às necessidades do consumidor final. Por exemplo, jogadores de games precisam de máquinas com memórias que suportem o peso dos jogos e que tenham telas com maior capacidade gráfica, entre outros diferenciais. O mercado de games segue em constante crescimento (aumentou 8,5% de 2015 para 2016, com faturamento global de US$ 99,6 bilhões) e os computadores representam a maior fatia (32%) desse setor.

Com tecnologias cada vez mais inovadoras e com potencial de crescimento nos segmentos pessoal e corporativo, enxergo um futuro promissor. Dispositivos móveis, desktops e notebooks continuarão a fazer parte do nosso dia a dia. A escolha de compra entre eles depende da necessidade e pretensão do usuário. O ponto crucial desse mercado é que fabricantes de notebooks e desktops mantenham seus papéis de protagonistas dos mercados de tecnologia de ponta e de inovação.

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